domingo, 22 de outubro de 2017

O livro da adolescência

O livro que marcou a minha adolescência, história de uma criança cega, escrito por Vladimiro Korolenko.

Cidália Rodrigues

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O silêncio é o meu pesar



O silêncio é meu pesar
Pela falta de árvores na Natureza

E por todos aqueles que perderam

Os seus bens e a vida
E a todos que viveram horas de agonia

No seio do lume e da cinza

Residentes no meu concelho

E dos concelhos limítrofes
 Durante alguns dias vou silenciar


Cidália Rodrigues

domingo, 15 de outubro de 2017

sábado, 14 de outubro de 2017

Inspiradoras


As nuvens inspiradoras
quando aparecem no céu
trazem imagens venturosas
momentos de recolhimento
na presença
de Seres Maiores


Cidália Rodrigues

Dióspireiro

Dióspireiro

 
com seu fruto saboroso
alaranjado, 
maduro, 
O estranho deste fruto maduro é que nem todos os frutos dão sementes.

Suas sementes semelhantes aos das abóboras. 


Cidália Rodrigues

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A minha construção

Sou a minha construção
construi-me com o meu crescimento
vivendo e partilhando
fui vendo, fui crescendo, fui-me construindo
Construi-me retirando o que de menos bom fui vendo
à medida que fui crescendo
cultivei no meu caminho
palavras de animo, carinho
fui fugindo da ingratidão
ouvi, afastei o que era inútil,
revesti-me de tudo o que encontrei de mais útil, necessário
fui ser contrário ao que fui vendo 
ao ler, ao conhecer, ao viver
fui construído o meu ser
construi-me
na construção que fiz de mim
fui pedinte, fui pessoa,
fui um ser que se repartiu com gente boa
minha construção
foi instrução
da vivência com gente humilde, gente sábia
gente de muita idade 
que muito sabia
mesmo sem serem letrados
foram mestres do saber
sabiam como viver
no seio onde não havia nada
tinham harmonia
vida equilibrada
vivam de amor, amizade e de solidariedade


Cidália Rodrigues


Flores belas

Flores belas
que ao sol brilham
giram ao sol
gira-sóis
amarelos
tem o brilho e a cor do sol
 são os que sinto
quanto os pinto
na tela


Cidália Rodrigues

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ver a gentes a sorrir



Apelo ao vento e às nuvens
Que me tragam água da chuva
Quero ver os campos regados
Quero ver as ervas verdes
Quero ver as sementes germinar
Para o pão se ver pelas mesas
na casa dos que trabalham
de todos que tenham sede e fome
apelo ao vento e às nuvens
que tragam água da chuva
para ver a terra florir
e ver as gentes sorrir


Cidália Rodrigues

A árvore



A árvore que nada dizia
Floria,
Sorria para quem passava
Calada
Reproduzia
O que o vento lhe falava
A árvore que nada dizia
Assobiava
Quando a brisa lhe passava
A árvore que nada dizia
Quando a água da chuva lhe caía
Resplandecia
A árvore que sorria
Ouvia
Os pássaros que lhe cantavam
Nos seus braços acarinhava
Os ninhos que nela criavam
A árvore que nada dizia
Chorava quando não era regada
A árvore que nada dizia
À noite ao céu estrelado
Marejava
Como se fosse água crescente
Saída da sua nascente


Cidália Rodrigues

domingo, 8 de outubro de 2017

Nada digo



Sei que me olhas
quando passo pela rua onde moras
passo distraída,
não reparo
pelo tempo que me olhas
distraída vivo e passo
sem dar cavaco a ninguém
acelero passo
porque não quero conversa com alguém
sei que me olhas
não duvido que me olhas
são as tuas horas cheias de olhares
para conversas teres com os demais
passo distraída, não reparo
se levas tempo a olhar
distraída vivo e passo
sem ter conversa para ninguém
nada digo, nada tenho a dizer
se te vejo perto
digo bom dia ou boa tarde
quanto ao resto
nada tenho a dizer
nada digo
porque por vezes
nada tenho para dizer
para quê palavras
se não há nada para dizer
porque há palavras
que se dizem
que não se deviam dizer


Cidália Rodrigues

sábado, 7 de outubro de 2017

Palavra de água doce



Na procura do amplexo
Surge o verso
enlace fecundo
Da palavra
 eco sonoro
que implora
a saída na hora
à porta
que se encontrava semi-aberta
aberta à claridade e ao silêncio
palavra muda
que em serenidade se liberta
aberta a palavra
espaçada
espelhada
palavra de água doce salpicada
acalma a dor da saudade




Cidália Rodrigues